Alguns homens chegam ao consultório depois de anos convivendo com uma próstata que só cresceu, tentando controlar os sintomas com medicação, até o momento em que o remédio deixa de ser suficiente. Nessa fase, especialmente quando a próstata já está bastante volumosa, a pergunta natural é: existe uma solução mais definitiva, e não apenas mais um ajuste de dose?

Para esses casos, o HoLEP (enucleação da próstata a laser de Holmium) é considerado hoje o padrão-ouro de eficácia entre os procedimentos endoscópicos para Hiperplasia Prostática Benigna (HPB). O Dr. Fellipe Magalhães (CRM 41120, PR, RQE 36751), urologista e andrologista com Fellowship em Endourologia pela UNICAMP, realiza o procedimento em Maringá (Dahlia Clinic) e Cianorte (Clínica Hiberos).

O que é e como funciona o HoLEP

A técnica utiliza um laser de Holmium, introduzido por via endoscópica através da uretra, sem qualquer corte externo, para enuclear, ou seja, separar e descolar, o tecido prostático que está obstruindo o canal urinário. O laser funciona como um bisturi de precisão, dissecando o adenoma prostático da cápsula da glândula de forma controlada.

Depois de separado, o tecido é empurrado para dentro da bexiga, onde é fragmentado por um dispositivo específico (morcelador) e aspirado. Esse processo permite remover uma quantidade de tecido comparável à de uma cirurgia aberta tradicional, mas por via endoscópica, o que possibilita tratar próstatas de qualquer tamanho, incluindo as mais volumosas, com o mesmo padrão de segurança.

Analogia do HoLEP: à esquerda uma laranja inteira, representando a próstata aumentada com canal urinário estreito; à direita a mesma laranja sem os gomos, representando a passagem da urina liberada após o procedimento.
Imagine que a próstata inchada é como uma laranja, onde a urina passa pelo fino caminho no centro; ao realizar o HoLEP retiramos os gomos (próstata inchada), facilitando assim a passagem da urina.

Para quem o HoLEP é indicado

  • Próstatas muito volumosas, em que técnicas minimamente invasivas mais limitadas, como o Rezum, não são suficientes para resolver a obstrução por completo.
  • Sintomas urinários avançados, com forte impacto na qualidade de vida, já confirmados objetivamente por urofluxometria, Ultrassom e Cistoscopia Flexível.
  • Falha ou resposta insatisfatória ao tratamento medicamentoso, quando o paciente já utilizou medicações para HPB sem alívio adequado.
  • Histórico de retenção urinária, episódios de incapacidade de urinar que exigiram sondagem de emergência.
  • Desejo de resolução mais definitiva, em pacientes que priorizam um resultado duradouro.

Preparo e o que esperar do procedimento

Antes do HoLEP, o paciente passa por avaliação pré-operatória completa, incluindo exames laboratoriais, avaliação cardiológica quando indicada, e discussão detalhada sobre a técnica, riscos e expectativas realistas de resultado. Diferente do Rezum, o HoLEP é realizado sob raquianestesia.

Após o procedimento, o paciente geralmente recebe alta em 24 a 48 horas, já sem uso de sonda vesical.

Recuperação e por que o HoLEP é considerado padrão-ouro

Por ser um procedimento endoscópico sem cortes externos, a recuperação do HoLEP é mais rápida do que a de uma cirurgia aberta tradicional. O retorno às atividades habituais costuma ser gradual, com liberação progressiva de esforços físicos.

Os resultados do HoLEP tendem a se manter por muitos anos, com resultados superiores à raspagem tradicional (RTU) em próstatas volumosas e baixa taxa de necessidade de novo procedimento no futuro. É por essa combinação de eficácia duradoura, aplicabilidade a qualquer tamanho de próstata e segurança que a técnica é considerada referência entre os procedimentos endoscópicos disponíveis atualmente.

HoLEP, Rezum e RTU: como comparar

Diferente do Rezum, que preserva a ejaculação na maioria dos casos e tem recuperação mais rápida por ser ambulatorial, o HoLEP, por ser mais definitivo e remover mais tecido, pode associar-se a ejaculação retrógrada com maior frequência. Em compensação, oferece resultado mais completo e duradouro, especialmente relevante para próstatas grandes, onde o Rezum não é a opção mais indicada.

Em relação à RTU (ressecção transuretral da próstata), técnica tradicional mais conhecida, o HoLEP tende a permitir remoção mais completa do tecido obstrutivo, especialmente em próstatas volumosas, com resultados que se mantêm por mais tempo. A escolha entre as técnicas é sempre discutida em consulta, considerando tamanho da próstata, intensidade dos sintomas, condições clínicas gerais e prioridades pessoais do paciente.

HoLEP × raspagem (RTU) × Rezum

Comparação entre técnicas para tratamento da próstata aumentada
CritérioHoLEPRTU (raspagem)Rezum
Tamanho da próstataQualquer tamanho, inclusive volumosasAté 80 gAté 80 g, idealmente até 60 g
DurabilidadeMais definitiva e duradouraBoa, mas pode exigir reintervenção com o tempoBoa, com melhora gradual
EjaculaçãoGeralmente não preservadaGeralmente não preservadaPreservada na maioria dos casos
AbordagemEndoscópica a laser (enucleação)Endoscópica elétricaMinimamente invasiva, com vapor de água

A indicação de cada técnica é individual, definida em consulta com base no tamanho da próstata, nos sintomas e nas prioridades do paciente.

Avalie se o HoLEP é indicado para o seu caso

Para próstatas grandes ou sintomas avançados, o HoLEP oferece resultado mais definitivo. Agende uma avaliação em Maringá ou Cianorte.

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Perguntas frequentes

O HoLEP serve para qualquer tamanho de próstata?

Sim, é uma das poucas técnicas minimamente invasivas capazes de tratar próstatas muito volumosas com o mesmo padrão de segurança de próstatas menores.

O HoLEP altera a ejaculação?

Pode associar-se a ejaculação retrógrada com maior frequência do que técnicas como o Rezum, por ser um procedimento mais definitivo. Esse ponto é explicado antes da escolha.

Quanto tempo de internação é necessário?

O tempo de internação geralmente é de 24 a 48 horas.

Este conteúdo substitui uma consulta médica?

Não. As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, exame físico ou diagnóstico individualizado. Cada caso deve ser avaliado presencialmente pelo Dr. Fellipe Magalhães, em Maringá ou Cianorte, antes de qualquer decisão de tratamento.

O HoLEP resolve o problema em definitivo?

A técnica costuma oferecer resultados duradouros, com baixa taxa de necessidade de novo procedimento, mas nenhum tratamento elimina totalmente a possibilidade de recidiva de sintomas a longo prazo, o que reforça a importância do acompanhamento urológico contínuo mesmo após a cirurgia.

Fontes e referências

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Diante de qualquer sintoma, procure atendimento médico e agende uma avaliação presencial com um urologista.